Quero-quero
Vanellus chilensis
Quero-quero. Foto: Cecília Bastos/Jornal da USP
O nome popular é de origem onomatopeica, pois é repetido várias vezes durante o dia ou à noite, principalmente para a defesa do território. Essa espécie possui um esporão vermelho em cada asa e quando em ameaça, utiliza-os para defesa ou ataque. Sua alimentação inclui insetos e
outros artrópodes. A nidificação ocorre geralmente em cavidades no solo, onde a fêmea coloca 2 a 4 ovos, que se camuflam no solo.
Durante a incubação e cuidado com os filhotes o macho torna-se agressivo, executando voos rasantes sobre o intruso que se aproxima. Nessa espécie, pode ocorrer a poligamia, quando um macho reúne 2 fêmeas que põem seus ovos num mesmo ninho.
Coruja-buraqueira
Vanellus chilensis
A coruja-buraqueira pode ser vista durante o dia, ainda que seja mais ativa no crepúsculo e à noite. É encontrada com frequência sobre os cupinzeiros terrícolas, postes e telhados. A posse de tarso-metatarsos longos está ligada ao hábito terrícola. Sua alimentação inclui artrópodes e, em menor proporção, aves, répteis, anfíbios e pequenos mamíferos.
Coruja-buraqueira. Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Tucanuçu
Ramphastos toco
Tucanuçu – Foto: Vinícius Ribeiro
É o maior dos tucanos. Habita áreas semiabertas secas, como florestas, savanas e plantações. No guia Aves do Campus (1ª edição / 1993) foi descrito como espécie de observação eventual no campus e não compôs a lista da avifauna local. No entanto, hoje em dia é muito comum vê-lo, tanto quanto o Tucano-de-bico-verde. Essa espécie vive em casal ou em bandos. Tem um papel fundamental como dispersor de semente. Sua alimentação, além de frutos, inclui insetos, anfíbios, répteis, ovos e filhotes de outras aves. O seu nome deriva do hábito de fazer ninho em oco de árvores, onde a fêmea bota de dois a quatro ovos.
Tucano-de-bico-verde
Ramphastos dicolorus
O Tucano-de-bico-verde é leve e pequeno. Habita áreas de florestas e constrói o ninho em cavidade de árvores. Alimenta-se de ovos, frutos, artrópode e pequenos vertebrados, como lagartos, pererecas e filhotes de outras aves. São ótimos dispersores de semente.
Tucano-de-bico-verde – Foto: Vinícius Ribeiro
Psitacídeos
Um grande grupo de aves muito frequente no campus. Compreende a espécies de papagaios, periquitos e araras. No campus, é comum a presença de periquitão-maracanã (Aratinga leucophthalmus), Tiriba (Pyrrhura frontalis), Tuim (Forpus crassirostris), Periquito-verde (Brotogeris tirica), entre outros. Em geral, se alimentam de frutos, sementes e néctar.
Foto: José Carlos Motta Junior/Jornal da USP
Jacuguaçu
Penelope obscura
Também conhecido como Jacu. É uma ave florestal e vem sofrendo ameaça pela perda de habitat causado pelo desmatamento. Se alimenta de frutos, folhas, brotos e flores, sendo um fundamental dispersor de sementes. É uma espécie monogâmica, seu ninho é construído em árvores, mas também pode utilizar ninhos abandonados de outras espécies no qual a fêmea coloca, de 2 a 3 ovos.
Filhote fora do ninho
Busque ter certeza de que o filhote está mesmo sozinho. Em muitos casos os pais costumam se afastar dos filhotes quando pessoas chegam perto. Por isso, muito cuidado ao fazer qualquer tipo de aproximação.
Caso não seja possível devolver o filhote aos pais, acione os órgãos capacitados. O Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CEMACAS) recebe esses animais.
Antes de acionar os canais de atendimento, tenha em mãos as seguintes informações: nome, CPF, telefone de contato e endereço.
Para mais informações sobre filhote fora do ninho, acesse:
https://prefeitura.sp.gov.br/web/meio_ambiente/w/servicos/fauna/202557
Não machuque e nem capture as aves. Esse ato é proibido por lei (lei 5.197/67)