História da Rede Elétrica do Campus

A Prefeitura da USP Campus Capital-Butantã (PUSP-CB) é responsável pelo fornecimento de energia na Cidade Universitária desde 2000. Antes disso, a eletricidade do Campus era oferecida pela Eletropaulo. Isso dificultava o controle da universidade na distribuição energética, o que ocasionava altos índices de quedas de energia, além de possuir rede aérea — tipo de distribuição elétrica que os cabos ficam suspensos no ar.

Após o verão de 1998, marcado por diversas instabilidades energéticas, o projeto da rede elétrica subterrânea foi idealizado em uma comissão liderada pelo Professor Dr. Jacques Marcovitch, que atuava como Reitor da Universidade, e pelo  Prof. Dr. Gil da Costa Marques, então prefeito do Campus. A rede elétrica subterrânea garantiu maior autonomia da universidade perante seu abastecimento energético, redução nas quedas de energia, e impacto visual, dada a ausência de cabos elétricos na paisagem do Campus.

A rede é dividida em cinco circuitos elétricos. Um deles é exclusivamente voltado para dois laboratórios da USP, um no Instituto de Energia e Ambiente (IEE) e outro no Instituto de Física (IF). Existem 11 chaves ao longo dos circuitos da Cidade Universitária que permitem a transferência de cargas elétricas em casos de falhas ou outras necessidades específicas. 

Com o decorrer dos anos, as modernizações foram aplicadas no sistema elétrico do Campus. Atualmente, o retrofit — processo de modernização e atualização técnica — está sendo feito com a finalidade de otimizar a manutenção e manter a eficiência da rede elétrica. As recentes renovações do sistema elétrico do Campus não garante apenas a melhor qualidade aos usuários da Cidade Universitária, mas assegura o aprimoramento de medidas sustentáveis relacionadas ao abastecimento energético, com a finalidade de preservar a vasta fauna e flora existentes no Campus.

Fonte: Jornal da USP; Plano Diretor Participativo; Prefeitura de São Paulo.

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