Mosquito-da-dengue
Fonte: saeed saed (Pixabay)
Biologia do mosquito-da-dengue
O mosquito Aedes aegypti é o vetor de algumas doenças, como a dengue, zika, chikungunya e febre amarela, sendo a dengue a de maior incidência no município de São Paulo, com cerca de 2.000.000 de casos confirmados em 2024 (Boletim de Arboviroses 2025). A proliferação desse mosquito aumenta no verão devido ao aumento da temperatura e de chuvas, que favorecem seu desenvolvimento. Mas ele está presente durante o ano todo, por isso é importante tomar medidas de prevenção contínua.
O ciclo de vida do Aedes aegypti inclui os estágios de ovo, larva, pupa e adulto. A fêmea adulta do mosquito deposita de 100 a 150 ovos nas margens de superfícies com água parada com pouca matéria orgânica. Em condições não favoráveis para o desenvolvimento do mosquito, os ovos podem permanecer viáveis por mais de um ano, aguardando o momento em que entram em contato com a água e eclodem. Após a eclosão dos ovos, larvas do mosquito vivem até 7 dias na água, e depois se tornam pupas, fase que dura 48 horas. Por fim, o último estágio do ciclo corresponde ao período de metamorfose da pupa para o mosquito adulto, que sai do ambiente aquático e vive cerca de 45 dias.
O mosquito adulto vive principalmente em ambientes domésticos e áreas urbanas, sendo mais ativo ao amanhecer e ao entardecer. É comum encontrar maior número de mosquitos em regiões com alta urbanização e ocupação desordenada, onde se encontram mais criadouros. O Aedes aegypti pode ser reconhecido pelo seu corpo preto com listras brancas nas pernas e no dorso (onde há um desenho semelhante a uma lira), diferente do pernilongo comum, que é maior e possui o corpo todo marrom. Além disso, o mosquito-da-dengue não faz barulho e é mais ágil que outros mosquitos. A alimentação do mosquito consiste em néctar e seiva de árvores. No entanto, a fêmea precisa ingerir sangue de outros animais para maturação dos ovos (hematofagia). Por esse motivo, somente a fêmea do Aedes aegypti transmite a dengue.
Saúde
A dengue é uma doença viral com 4 sorotipos, transmitida pela picada de mosquitos do gênero Aedes infectados. A transmissão ocorre quando o mosquito pica uma pessoa doente e, depois, pica outra pessoa, propagando o vírus. Assim, não há transmissão de dengue por contato (tosse, espirro). Além disso, para transmissão efetiva, é preciso que o mosquito esteja no seu estado infeccioso, que ocorre 10 dias após picar uma pessoa doente.
Alguns sintomas comuns da doença:
- Febre de início repentino
- Dor de cabeça
- Dores musculares e/ou articulares
- Dores atrás dos olhos
- Prostração
Atenção: Em caso de febre e quaisquer sintomas, procure um serviço de saúde imediatamente. É crucial o acompanhamento médico, pois alguns sinais podem indicar o desenvolvimento de um quadro grave (dengue grave).
Prevenção
A crescente urbanização, o aumento populacional e fatores climáticos favorecem a criação de criadouros em áreas urbanas. Os criadouros de mosquitos da dengue são locais com água parada e relativamente limpa, onde a fêmea deposita os ovos. Embora o período de maior risco seja entre outubro e maio (meses quentes e chuvosos), a prevenção é essencial o ano todo.
Para prevenção, é fundamental eliminar os criadouros para impedir o desenvolvimento das larvas em mosquitos adultos:
Recipientes:
- Esvazie recipientes com água parada.
- Guarde em locais cobertos recipientes que possam acumular água (pneus, baldes, garrafas).
- Coloque areia nos pratos de plantas ou faça furos para escoamento da água.
Limpeza:
- Limpe calhas e lajes para facilitar o escoamento de água e evitar poças em telhados.
- Lave com água e sabão potes de água de animais domésticos para retirar ovos que possam ter sido depositados ali.
Vedação:
- Tampe caixas d’água, ralos e quaisquer objetos que não são usados com frequência e podem acumular água.
Descarte:
- Faça o descarte correto de recicláveis para evitar que se tornem potenciais criadouros.
Para prevenção pessoal, use repelentes, instale telas mosquiteiras em janelas e, para a população elegível, considere a vacinação contra a dengue.
REFERÊNCIAS:
Prefeitura de São Paulo. Mosquitos. Disponível em: <https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/4402?page_number_8d6e0e3a-1def-82c2-66d2-7041f4a36283=3 > Acesso em: 22 out. 2025.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Dengue. Disponível em: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/dengue .
CVE – Centro de Vigilância Epidemiológica “Prof. Alexandre Vranjac”. Boletim Arboviroses. Disponível em: <https://www.saude.sp.gov.br/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica-prof.-alexandre-vranjac/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses/arboviroses-urbanas/boletins/boletim-arboviroses>. Acesso em: 22 out. 2025.
FIOCRUZ. Dengue. Disponível em: <https://www.ioc.fiocruz.br/dengue/textos/oportunista.html> . Acesso em: 22 out. 2025.