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Imagem: Wolfgang Vogt (Pixabay)

Biologia dos ratos urbanos

É possível encontrar, em grandes cidades, ratos de diversas espécies circulando pelas ruas, em latas de lixo, bueiros e até mesmo dentro de edifícios. As 3 espécies que possuem grandes populações em áreas urbanas são: Rattus norvegicus (ratazana), Rattus rattus (rato-de-telhado) e Mus musculus (camundongo). Além de causarem diversos problemas para vivência em ambiente urbano, essas três espécies podem ser vetores de muitas doenças, por isso, é necessário prevenir que entrem nas unidades do campus e habitem locais onde há circulação de pessoas.

Esses roedores possuem hábitos noturnos e são onívoros, por isso, de noite saem em busca de alimento, geralmente restos de comidas deixados por humanos, usando seu olfato e paladar apurados. Muitas vezes podem ser vistos em lixos e esgotos à procura de alimento. O habitat preferível de ratos urbanos são locais com fácil acesso a alimentos e que sirvam como esconderijo. As ratazanas costumam se abrigar em locais com baixa infraestrutura e saneamento precário; ratos-de-telhado se abrigam em sótãos, forros e armazéns; e, por fim, os camundongos vivem dentro de edifícios, em armários e despensas.

Em cidades grandes e metrópoles, a urbanização descontrolada torna abundante os alimentos e abrigos disponíveis para esses animais, devido ao aumento de esgotos, lixeiras, e problemas como acúmulo de entulhos e descarte incorreto de resíduos, que facilita o aumento da população de ratos urbanos. A grande população de ratos em cidades pode ser explicada pela alta taxa reprodutiva, apesar da expectativa de vida ser baixa. O tempo de vida de uma ratazana dura em torno de 2 anos, mas as outras duas espécies vivem apenas 1 ano. Quanto à reprodução, cada fêmea pode ter uma ninhada por mês com até 12 filhotes, o que explica as grandes famílias formadas por esses animais. Em São Paulo, estima-se que existem cerca de 15 ratos por habitante na cidade.

 

Problemas causados por ratos urbanos

Os ratos urbanos são vetores e podem transmitir muitas doenças para o humano e animais domésticos. A transmissão pode ser feita por contato com superfícies onde o animal passou, contato com fezes e urina, ingestão de alimentos contaminados e por mordedura desses animais. Leptospirose, hantavirose, salmonelose, peste bubônica e febre por mordedura de rato são algumas doenças comuns de serem transmitidas por ratos em cidades. A leptospirose é uma das doenças mais comuns, transmitida pelo contato com a urina do rato, infectada por uma bactéria. É comum que ocorram casos de pessoas infectadas pela bactéria após enchentes e alagamentos, pois a água pode estar contaminada com a urina dos ratos e pode infectar móveis ou entrar em contato direto com a nossa pele.

Caso apareça algum sintoma como febre, dor muscular ou vômitos após contato com um rato ou utensílio que entrou em contato com um roedor, procure atendimento médico o mais rápido possível.

Além dos riscos à saúde, os roedores possuem o hábito de roer objetos para controlar o crescimento contínuo dos seus dentes incisivos, podendo danificar móveis, estruturas de edifícios e até mesmo causar curtos circuitos e incêndios ao roer cabos elétricos. Também, esses animais podem deixar manchas de gordura em paredes, chãos e móveis devido à circulação frequente em um determinado trajeto.

Prevenção 

É preciso ficar muito atento à presença desses animais nas unidades do campus. Mesmo não observando o animal, podemos identificar a presença dele a partir da detecção de fezes, ninhos ou tocas, marcas de roeduras, manchas de gordura, barulhos e cheiro característico.

Para evitar a disseminação de doenças, danos estruturais aos edifícios e acidentes, precisamos impedir a entrada desses roedores e adotar medidas de antirratização: 

  • Acondicionar corretamente o lixo:  manter latas de lixo fechadas e limpas, evitar acúmulo de lixo por muito tempo e deixar sacos de lixo bem vedados;
  • Descartar resíduos corretamente: não descartar a céu aberto ou terrenos baldios, não acumular entulhos;
  • Armazenar alimentos em recipientes fechados e manter copas e cozinhas limpas;
  • Inspecionar armários, caixas, despensas, sótãos e garagens. Sempre verificar os locais onde esses animais podem se esconder e fazer ninhos;
  • Colocar ralos abre-fecha e telas em janelas para impedir a entrada desses animais nas unidades do campus;
  • Instalar grades em saídas de esgoto e galerias subterrâneas;
  • Manter instalações de animais domésticos limpas e não deixar alimentação deles exposta por muito tempo;
  • Se algum utensílio entrou em contato com ratos, faça a limpeza adequada. Lave com água e sabão e posteriormente desinfete com uso de água sanitária e água na medida correta.

 

Caso seja identificada uma infestação de ratos no local, contate a Vigilância em Saúde Ambiental da Prefeitura de São Paulo pelo número 156. É proibido o uso de venenos para ratos do tipo chumbinho (Lei Federal nº 6360/1976).

 

Apesar de ser necessário controlar a proliferação de ratos em cidades, precisamos respeitá-los e entender a sua importância ecológica. Esses animais são importantes em ambientes rurais para dispersão de sementes e em ambientes urbanos podem auxiliar na decomposição da matéria orgânica. Maus-tratos a animais é crime (Lei nº 9.605/1998).

REFERÊNCIAS : 

Ratos. Disponível em: <https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/vigilancia_em_saude/controle_de_zoonoses/animais_sinantropicos/293764 >.

PAPINI, S. et al. ABUNDÂNCIA E IMPACTO DO CONTROLE DE PRAGAS URBANAS NA REGIÃO DE UMA SUBPREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO. Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, v. 5, n. 9, p. 32–41, 2 fev. 2010.

Roedores: uma estratégia ecológica para o controle de um problema global – AS-PTA. Disponível em: <https://aspta.org.br/article/roedores-uma-estrategia-ecologica-para-o-controle-de-um-problema-global/> . Acesso em: 19 nov. 2025.

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