O sagui corre e pula habilidosamente entre as árvores. É diurno e geralmente dorme em
cavidades nas árvores. Alimenta-se de insetos, aranhas, pequenos vertebrados, ovos de aves,
frutas, folhas e líquidos secretados pelas árvores (exsudato). Os saguis que habitam o Campus
são híbridos resultantes do cruzamento de duas espécies exóticas, o Sagui-de-tufo-branco
(Callithrix jacchus) e o Sagui-de-tufo-preto (Callithrix penicillata).
Esse primata é muito adaptável às áreas perturbadas pelo homem. Na nossa região, é considerada uma espécie invasora, provavelmente devido à introdução feita pelo homem. Por isso, pode causar impactos indesejáveis à biodiversidade por meio da competição com espécies nativas e predação de ninhos de aves. Além disso, é habituado com a presença humana e facilmente atraído por alimentos oferecidos de forma intencional e não intencional. Ainda que seja irresistível, não os alimente, pois pode gerar alteração de sua ecologia e afetar o ecossistema em que está inserido. O hábito de se aproximar e alimentar os saguis, além de acostumá-lo mal, representa risco de transmitirem, entre outras doenças, a raiva para o ser humano. Por outro lado, somos capazes de transmitir doenças e vírus humano, como o vírus do herpes simplex tipo 1, que pode matá-los.
Alimento inadequado colocado para os saguis.
Sagui comendo fruto de Maria-Pretinha (Solanum americanum) no Campus.
O sagui tem um papel ecológico fundamental ao controlar o tamanho populacional de invertebrados que come, evitando o aumento da população de animais sinantrópicos, como escorpião, aranha e insetos. Atua, também, como dispersor de sementes quando come os variados frutos existentes no Campus.
Para evitar a visita desse primata em lugares indesejados, não ofereça alimento e mantenha os cestos de lixo fechados. Armazene adequadamente os resíduos para impedir o acesso desses animais. Não machuque os saguis. Esse ato é proibido por lei (lei 5.197/67) assim como a sua captura.
A aproximação exagerada preocupa devido ao risco de mordidas. Observe, fotografe e curta com certa distância. Se você for mordido, vá a um pronto-socorro ou hospital.
Caso encontre animais mortos no Campus, comunique a Seção de Gestão de Resíduos no 3091-4510 ou pelo Sistema Campus (exclusivo para as unidades).