Hydrochoerus hydrochaeris, ou Capivara, é o maior roedor do mundo. No Campus, vive nas margens da raia olímpica e sua alimentação inclui gramíneas e vários cultivos em paisagens antropizadas. Com a diminuição de florestas, é comum vê-las cada vez mais no meio urbano, onde sua população pode aumentar expressivamente. As capivaras que vivem na CUASO são castradas, monitoradas e livres de carrapatos contaminados com a bactéria da febre maculosa. Esses animais utilizam a água para
nadar, beber e se proteger, por isso é comum saltarem na água quando há aproximação de
pessoas. Por dia, cada animal pode consumir de 3 a 4 kg de vegetação fresca. Não possui
predadores no campus, caracterizando-se um fator que eleva o número populacional
rapidamente juntamente com a oferta de alimento e água.
As habitantes da raia chegaram ao campus através de um buraco que faz divisa com o córrego Pirajuçara, um afluente do rio pinheiros, no final de 2013. No início, era um casal com dois filhotes que, em pouco tempo, se multiplicaram em vários indivíduos. A proliferação se deve à
falta de predadores, à rápida reprodução e à disponibilidade de água e comida. Assim, em
pouco tempo, uma população de capivaras se estabeleceu na raia olímpica. Os órgãos
ambientais foram acionados para que o manejo fosse feito, que incluiu o controle reprodutivo.
Além disso, as passagens que permitiram a chegada dos animais foram bloqueadas. Ou seja,
não ocorre a imigração de animais de fora da raia.
Ainda que esses animais pareçam inofensivos, são animais silvestres e o contato direto deve
ser evitado para que não ocorra transmissão de doença entre animal e ser humano.
Não machuque as capivaras. Esse ato é proibido por lei (lei 5.197/67) assim como a sua
captura.