Em 2 de Setembro de 2024, depois de mais de dez anos de operações, as linhas 8012-10, 8022-10 e 8032-10 saíram de circulação para dar lugar aos novos Circulares da USP, que atendem o Campus até os dias atuais. Fruto dos trabalhos e debates do GT de Mobilidade instituído pelo Conselho Gestor do Campus, a PUSP-CB coordenou as mudanças pela melhoria do sistema de Circulares, que muito desagradava os frequentadores da Cidade Universitária. Mesmo antes dessa mudança, os Circulares USP já eram protagonistas de reclamações e um verdadeiro marco no dia a dia de quem frequentou o Campus Butantã. Em mais de 60 anos de operação, o serviço de Circulares já passou por diversos formatos, rotas e administrações.
As origens dos Circulares remontam da construção do próprio Campus Armando Salles de Oliveira, os ônibus, que no início dos anos 60 iam até o Largo da Batata e até a Sé, eram uma alternativa para trazer os operários para as obras dos Institutos. Anos mais tarde, quando as Faculdades da USP se alocaram definitivamente no Campus, foi necessária a ampliação do serviço para os estudantes e funcionários.
Desde sua criação, o sistema de circulares foi gerido pela PUSP-CB, através do seu setor de Transportes, chefiado entre 1983 e 1990 por João nome completo, conhecido como João Cebola.
Os ônibus, originalmente, foram divididos em duas Linhas, que atendiam ás áreas altas e baixas do Campus. Nos anos 90 houve a tentativa de estabelecer uma Linha-3, que rodaria somente de forma interna no Campus, mas não houve sucesso na tentativa.
Não só a gestão como também manutenção, lavagem e abastecimento dos ônibus eram de responsabilidade das oficinas da Prefeitura, Costa trabalhou nas oficinas nos anos 80, e conta como os Circulares quebravam com frequência.
Dirigir um Circular também não era uma tarefa fácil, os motoristas eram divididos em três turnos das 06h ás 00h nas linhas 1 e 2, e ás viagens, programadas para durar 45 minutos, em horários de pico chegavam até a uma hora e meia.
O Serviço de Circular, que era totalmente gratuito, atendia também as demandas daqueles que moravam ao redor da USP, muitas pessoas usavam o serviço para cortar caminho e economizar dinheiro, o que contribuía para a superlotação dos veículos. Para entender quantos passageiros utilizavam o serviço, o então Prefeito Prof. Dr. Antônio de Souza Teixeira Junior, instituiu nos ônibus auxiliares dos motoristas que contavam o número de passageiros que embarcavam e desembarcavam.



O Problema da lotação dos Circulares diminuiu com o fechamento do Campus em 1995, quando o então Reitor da Universidade de São Paulo, Prof. Dr. Flávio Fava de Moraes, determinou a construção de um muro ao redor do Campus. Isso reduziu a rota do ônibus, que antes ia até o Rei das Batidas, e foi recuando até a praça, e depois até a Escola de Educação Física e Esportes próximo ao P1.
Ainda assim, utilizar os Circulares permaneceu um desafio
Com a chegada dos anos 2010 e a inauguração do metrô Butantã, as Linhas 1 e 2 não mais atendiam as demandas da Comunidade USP, que precisava se conectar do metrô até a cidade universitária. Coube então ao Prefeito do Campus na época, o Prof. Dr. José Sidnei Colombo Martini, a mudança do serviço de Transporte.
Chegou ao fim em 2012 a circulação dos ônibus próprios da USP e o início do contrato entre a Universidade e a SPTrans. A chegada dos famosos Bilhetes USP, ou BUSP, marcaram os mais de dez anos de operação das Linhas 8012-10, 8022-10 e 8032-10.
Com o passar do tempo e a renovação do sistema dos Circulares, os questionamentos quanto a melhoria do serviço, foram diversas vezes feitos. Quem viveu as duas fases de transporte dentro do Campus, opina: